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domingo, 23 de outubro de 2011

O COORDENADOR PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A sabedoria não se encontra no último nível escolar, mas sim no primeiro, quero dizer no ensino infantil de 0 a 5 anos. É na infância que aprendemos a lidar com nossos medos, desejos, regras, limites, a valorizar a prática da leitura, a ter gosto pelo pensamento matemático, a brincar, desenhar, a nos cuidarmos com higiene e a conversar e expressar nossos sentimentos sem medo de represálias.

O papel do coordenador é o de qualificar as práticas desenvolvidas pelos educadores, exercendo o trabalho de formador para toda a equipe escolar com avaliações permanentes de seu próprio trabalho em relação à direção e aos educadores e aos trabalhos da equipe escolar. A escola no papel do coordenador  e gestor é responsável pela formação da equipe na construção da identidade das crianças, que muitas vezes são pouco assistidas pelas famílias pela expansão do trabalho da mulher (mãe) para contribuir com a renda familiar ou ser a própria mantenedora de seu lar.

É necessário, portanto que o coordenador tenha a sensibilidade de ver e rever  junto a sua equipe, a organização dos espaços ocupados pelas crianças e da intencionalidade dos educadores quanto a qualidade de  ensino oferecido a elas, a reflexão e o diálogo  na formação garante que a criança obtenha maior êxito na construção de sua identidade, autonomia, no relacionamento com os adultos da escola e com a família. O cuidar e o educar na educação infantil devem contemplar a multiplicidade de dimensões da pessoa humana, privilegiando a escuta e favorecendo a reflexão, cultivando a permanente busca do autoconhecimento e da percepção de si e do mundo, assumindo postura de formador que sirva como referência para o educador que é o responsável direto pelo educar da criança, articulando saberes, teorias e práticas entre os educadores e a equipe escolar.
MAGDA


sábado, 24 de setembro de 2011

REUNIÕES PEDAGÓGICAS

O coordenador deve preocupar-se em ocupar as reuniões pedagógicas com assuntos de interesse e formação, recados e avisos devem ocupam espaços de tempo bem pequenos, breves e escritos para que não haja dúvidas, estar atenta a não ser conivente com posturas inadequadas dos educadores e considerar as dificuldades que alguns deles encontram em discernir o lugar apropriado para manifestar seus descontentamentos individuais e pessoais. As reuniões na escola em que trabalho tem sido proveitosas pela competência das profissionais que ali se encontram, buscando sempre novas alternativas, estudos e ideias, para potencializar o trabalho entre os integrantes da equipe, visando o aprimoramento do trabalho pedagógico e o sucesso escolar da criança.

O grupo deve ter consciência de que o espaço das reuniões constitui-se em uma das instâncias em que a construção do coletivo dos educadores se concretiza, facilitando as mudanças e inovações para uma prática pedagógica centrada na aprendizagem da criança. O coordenador articula a equipe de educadores para a implantação de novos desafios, criando condições para que as ações sejam pensadas, repensadas e compartilhadas neste espaço que tem o potencial de desvelar os avanços, fracassos, dúvidas e dificuldades, servindo de suporte que acerca das necessidades e dificuldades que os educadores encontrem em seu cotidiano, o direcione.

Na valorização deste momento, o coordenador deve pautar a reunião (htpc) de: “ação-reflexão-ação”, a interdependência, a abertura profissional, a colaboração e o respeito à capacidade do educador em enfrentar desafios relacionados ao seu cotidiano na escola, e para que ele consiga se superar é necessário estar sempre estudando , compartilhando aprendizado e buscando junto ao coordenador e a equipe, material necessário para se enriquecer neste momento ou em momento individual. Neste sentido, educadores e coordenador assumem o papel de formadores, torna a reunião (htpc) um espaço de valorização dos saberes compartilhados redimensionando a atuação pedagógica e sua formação.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

REFLEXÃO DO TEXTO: A LINGUAGEM DA ARTE - BRUNA PEREIRA ALVES

      AS CRIANÇAS SONHAM ACORDADAS, INVENTAM, DESCOBREM, SE AVENTURAM POR NÃO TEREM MEDO DE CRIAR. O PROFESSOR PRECISA DISPONIBILIZAR RECURSOS E MOVIMENTAR DESCOBERTAS, OPORTUNIZANDO APRENDIZAGEM COM JOGOS LÚDICOS, POSSIBILITANDO O USO DA IMAGINAÇÃO. CABE AO PROFESSOR VALORIZAR A CRIATIVIDADE, A EXPLORAÇÃO A PESQUISA E A CRIAÇÃO. O QUE IMPORTA É APRENDER BRINCANDO SEM INFLUENCIÁ-LOS COM DESENHOS ESTEREOTIPADOS.
      CONSIDERA-SE A ARTE COMO CONTRIBUIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO, A EDUCAÇÃO DO OLHAR E A AMPLIAÇÃO DE LEITURA DE MUNDO DA CRIANÇA, FAZENDO-A SENTIR PRAZER EM DESENHAR, PINTAR, RABISCAR, CORTAR E CRIAR. O USO INDISCRIMINADO DE ESTEREÓTIPOS COIBI QUE O PROFESSOR OPORTUNIZE MOMENTOS DE CRIAÇÃO, COMPREENSÃO, IMAGINAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO E INTERFERE NO IMAGINÁRIO DA CRIANÇA.
      FAZENDO DESCOBERTAS A CRIANÇA VAI ESTRUTURANDO SEU VOCABULÁRIO VISUAL, INVENTANDO COISAS E TENDO MUITO SENTIDO PARA ELA O QUE ELA PRODUZ. VIVENCIANDO AS LINGUAGENS DA ARTE, AS CRIANÇAS TENDEM A ACEITAR MAIS SEUS PRÓPRIOS DESENHOS QUE OS DESENHOS JÁ PRONTOS.
      NÃO SOMENTE AS CRIANÇAS, MAS NÓS TAMBÉM FAZEMOS LIGAÇÕES DO QUE JÁ VIVENCIAMOS COM OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS, FAZEMOS RELAÇÕES ENTRE IMAGENS, HISTÓRIAS E PROGRAMAS ASSISTIDOS. A IMAGINAÇÃO SE ALIMENTA DE EXPERIÊNCIAS VIVIDAS E É RESPONSÁVEL PELA CONSTRUÇÃO DA CULTURA, POR VER AS COISAS DE FORMAS VARIADAS. DESENHOS PRONTOS INFLUENCIAM CONTRA PROCESSO IMAGINÁRIO QUE É FUNDAMENTAL PARA CONSTRUIR O FAZER CRIATIVO.
      CABE AO PROFESSOR CRIAR DIFERENTES CONTEXTOS SÓCIO-CULTURAIS, AGUÇAR OS SENTIDOS, SE AVENTURAR A APRENDER NOVOS CAMINHOS E REAPRENDER A UTILIZAR E A DAR ASAS A SUA IMAGINAÇÃO, DANDO ASSIM LIBERDADE À IMAGINAÇÃO CRIATIVA DA CRIANÇA.


MAGDA