Pesquisar este blog

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ler para uma criança contribui para sua educação e bem-estar.

ITAÚ CRIANÇA

 

Entenda


Ler para uma criança é um gesto simples e muito importante. Por meio dele, contribuímos para a educação, a cultura e o lazer das crianças e ajudamos a mudar para melhor o futuro do Brasil.

  • Histórias podem mudar a história de uma criança.

    Crianças que ouvem a leitura de histórias aprendem melhor, desenvolvem a capacidade de se expressar e se comunicar com os outros.
  • Ler para uma criança contribui para a garantia de seus direitos.

    Quando um adulto lê para uma criança, oferece a ela o acesso à cultura, ao lazer e à educação. Além disso, a leitura aproxima o adulto e a criança e possibilita que compartilhem bons momentos.

  • As crianças de hoje cuidarão do país amanhã.

    São 18 milhões de crianças e adolescentes de 0 a 15 anos que definirão o futuro do país daqui a 30 anos.
  • Você pode ser um grande leitor.

    Aventure-se e leia. Ao ouvir sua leitura, a criança vai se familiarizando com a linguagem, construindo seu vocabulário e ampliando sua capacidade de compreender o mundo.

Divulgue


Sua missão: ler e inspirar.

Para cuidar do presente e do futuro das crianças dependemos de um importante personagem: você.

Por isso, leia para uma criança e incentive outro adulto a fazer o mesmo.

Ler para uma criança contribui
para sua educação e bem-estar.

Esse é o papel e a responsabilidade de todos nós. Acredite.
Ler para uma criança é um ato capaz de provocar efeitos muito
positivos no seu desenvolvimento.
E quanto mais pessoas toparem essa aventura, mais feliz
será o final dessa grande história.


Pratique


Queremos que a experiência de leitura entre você e uma criança seja muito positiva.

Aqui tem livros e outros recursos: tudo para que a conexão aconteça de verdade.

Receba gratuitamente a Coleção Itaú de Livros Infantis




JÁ FIZ MINHA ASSINATURA NO ANO PASSADO E RECEBI OS LIVROS, ESTE ANO TAMBÉM E LOGO RECEBEREI, INSCREVA-SE TAMBÉM E TRANSFORME UMA CRIANÇA EM CRIANÇA LEITORA . MAGDA

sábado, 16 de junho de 2012

Poderosos chefinhos

Muitos jovens não conhecem a realidade da vida, eles cresceram achando que o mundo gira em torno deles
Quando os filhos atingem o chamado período da adolescência, em geral os pais sofrem. Todo santo dia eles enfrentam problemas: saídas noturnas, horários, namoros, estudo, entretenimentos, vestuário etc. Tudo é motivo para preocupações, discussões, desentendimentos de todos os tipos.
É que nessa etapa da vida os filhos precisam encontrar um novo lugar para ocupar. E esse novo lugar é complexo porque envolve pelo menos três dimensões que são interdependentes: a pessoal, a familiar e a social. Ou seja, os filhos também sofrem nessa fase e não apenas pelos conflitos que têm com os pais.
Eles sofrem porque, na busca desse novo lugar que ocuparão, precisam conquistar a maturidade, condição necessária para a saída da adolescência. Amadurecer é a finalidade desse período, portanto, e ninguém amadurece sem conhecer a realidade da vida.
Hoje, muitos adolescentes da classe média desconhecem a realidade da vida. Eles acreditam que a realidade é o que sentem, o que querem, o que pensam que precisam. Ignoram solenemente o outro, as interdições que são necessárias para a vida em grupo, e desprezam as leis que nos protegem. São escravos de seus caprichos.
Como isso acontece? Essa história começa bem antes da adolescência. Começa com o início da infância e a base dela é o tipo de relacionamento que muitos pais estabelecem com seus filhos.
Outro dia, fiquei sabendo que existe uma camiseta de tamanho pequeno, destinada a crianças com menos de seis anos, com a seguinte frase estampada: "O Poderoso Chefinho". E muitas mães e pais vestem seus pequenos filhos com a tal camiseta. E, devo dizer, com o maior orgulho.
Eles talvez não saibam, mas essa brincalhona frase é reveladora: aponta o lugar que muitas pequenas crianças ocupam na família.
Qual o cardápio costumeiro da família, qual o restaurante preferido do grupo, quais os lugares a que a família costuma ir para passear, para viajar, para passar as férias? Quem decide? Você já deve imaginar, caro leitor: os filhos. Ou melhor, os poderosos chefinhos.
Muitos pais, agora, têm medo de perder o amor dos filhos, por isso nem cogitam desagradar seus pimpolhos, que são, portanto, o centro da família.
Mas isso não faz bem para quem ainda está em processo de socialização, ou seja, de se conhecer, de conhecer o outro e de se relacionar com grupos. Ao colocar crianças pequenas nesse lugar, passamos algumas mensagens claras a elas. E uma delas é a que afirma que, se elas querem, elas podem, sem maiores consequências. E ponto final.
À medida que os filhos crescem, muitas famílias reiteram essas mensagem nas atitudes que tomam com eles e, dessa forma, evitam que a criança tenha contato com a realidade.
Vou retomar um exemplo que já citei aqui: as festas de aniversário que crianças entre nove e doze anos, mais ou menos, frequentam. Os pais providenciam tudo o que é necessário: do presente a ser entregue ao aniversariante à roupa que será usada. O filho só precisa mesmo é comparecer à festa e se divertir. Isso não é realidade, é?
É dessa maneira que muitos chegam à adolescência: vivendo como se todo o mundo girasse em torno deles, como se bastasse querer para viver. E eles querem muitas coisas. O problema é que não aprenderam a considerar outras coisas além do querer. "Eu quero. Eu posso? Eu devo?" é uma conjugação que a maturidade produz.
Pelo jeito, muitos de nossos jovens continuam a ocupar o lugar de "O Poderoso Chefinho", não é verdade?


ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)