É IMPORTANTE SE ESTABELECER A TEORIA E A PRÁTICA NA FORMAÇÃO EM SERVIÇO PARA MELHORAR E APRIMORAR O DESEMPENHO DO EDUCADOR JUNTO À CRIANÇA E ENTENDER SEU PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM, SE PREOCUPANDO EM ESTAR OFERECENDO AOS EDUCADORES ALÉM DE TEXTOS TEÓRICOS PARA REFLEXÃO E AÇÃO DE SUA PRÁTICA E A SOCIALIZAÇÃO DO TEXTO LIDO EM HTPC E HTPP,A MELHORIA DA RELAÇÃO INTERPESSOAL COM OS EDUCADORES PARA JUNTOS ENTENDEREM A TEORIA PROBLEMATIZADA E DESPERTAR O INTERESSE POR PARTE DO EDUCADOR EM APRIMORAR SUA PRÁTICA.
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terça-feira, 1 de maio de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
INDICADORES DE QUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
PARA MELHOR ACOMPANHAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO NA ESCOLA
Dimensões e Indicadores da Qualidade na Educação Infantil
Avaliação sincera ajuda a resolver problemas
É importante lembrar que os indicadores que receberam a cor vermelha ou amarela sinalizam prioridades de ação. Assim, é fundamental que a avaliação seja fiel. Se algo é vermelho e o grupo diz que é verde, não ajuda, apenas dificulta que a ação coletiva ocorra para mudar aquela situação. Com isso, toda a comunidade sai perdendo, principalmente as crianças.
Lidando com os conflitos
Durante os trabalhos em grupo, todos devem participar das discussões e das atribuições de cores, evitando imposições de determinada visão sobre o assunto tratado. É necessário ouvir e respeitar o que o outro tem a dizer, aproveitando o momento para o diálogo. O processo de escolha das cores deve ser negociado entre todos. Caso não haja consenso entre os participantes, o grupo pode optar pela mistura de cores ou pelo uso de uma cor diferente para registrar a divergência de opinião, levando-a para a plenária. Conflitos de opinião existem em toda sociedade. É importante reconhecê-los e lidar com eles de forma madura, negociada e democrática.
Sobre o funcionamento da plenária (socialização)
Para facilitar o debate na plenária, cada grupo de trabalho deve deixar um quadrosíntese das cores atribuídas aos indicadores e dimensões exposto num local de boa visibilidade para que todos possam acompanhar. A exposição dos relatores à plenária deve girar em torno de dois pontos:
ü Apresentação resumida da discussão do grupo;
ü Relato das justificativas para a escolha das cores atribuídas a cada um dos indicadores
(mostrando os problemas e também o que, na avaliação dos professores, está indo bem).
ü Caso o grupo avalie que essas ações, atitudes ou situações existem e estão consolidadas na instituição de educação infantil, deverá atribuir a elas a cor verde, indicando que o processo de melhoria da qualidade já está num bom caminho.
ü Se, na instituição de educação infantil, essas atitudes, práticas ou situações ocorrem de vez em quando, mas não estão consolidadas, o grupo lhes atribuirá a cor amarela, o que indica que elas merecem cuidado e atenção.
ü Caso o grupo avalie que essas atitudes, situações ou ações não existem na instituição de educação infantil, atribuirá a elas a cor vermelha. A situação é grave e merece providências imediatas.
INDICADORES DA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
AVALIAÇÃO DA DIMENSÃO PLANEJAMENTO INSTITUCIONAL
O 1.1. Proposta pedagógica consolidada
O 1.2. Planejamento, acompanhamento e avaliação
O 1.3. Registro da prática educativa
Explique a cor atribuída aos Indicadores:
AVALIAÇÃO DA DIMENSÃO MULTIPLICIDADE DE EXPERIÊNCIAS E LINGUAGENS
O 2.1. Crianças construindo sua autonomia
O 2.2. Crianças relacionando-se com o ambiente natural e social
O 2.3. Crianças tendo experiências agradáveis e saudáveis com o próprio corpo
O 2.4. Crianças expressando-se por meio de diferentes linguagens plásticas, simbólicas, musicais e corporais
O 2.5. Crianças tendo experiências agradáveis, variadas e estimulantes com a linguagem oral e escrita
O 2.6. Crianças reconhecendo suas identidades e valorizando as diferenças e a cooperação
Explique a cor atribuída aos Indicadores:
AVALIAÇÃO DA DIMENSÃO INTERAÇÕES
O 3.1. Respeito à dignidade das crianças
O 3.2. Respeito ao ritmo das crianças
O 3.3. Respeito à identidade, desejos e interesses das crianças
O 3.4. Respeito às ideias, conquistas e produções das crianças
O 3.5. Interação entre crianças e crianças
Explique a cor atribuída aos Indicadores:
AVALIAÇÃO DA DIMENSÃO PROMOÇÃO DA SAÚDE
O 4.1. Responsabilidade pela alimentação saudável das crianças
O 4.2. Limpeza, salubridade e conforto
O 4.3. Segurança
Explique a cor atribuída aos Indicadores:
AVALIAÇÃO DA DIMENSÃO ESPAÇOS, MATERIAIS E MOBILIÁRIOS
O 5.1. Espaços e mobiliários que favorecem as experiências das crianças
O 5.2. Materiais variados e acessíveis às crianças
O 5.3. Espaços, materiais e mobiliários para responder aos interesses e necessidades dos adultos
Explique a cor atribuída aos Indicadores:
AVALIAÇÃO DA DIMENSÃO FORMAÇÃO E CONDIÇÕES DE TRABALHO DAS PROFESSORAS E DEMAIS PROFISSIONAIS
O 6.1. Formação inicial das professoras
O 6.2. Formação continuada
O 6.3. Condições de trabalho adequadas
Explique a cor atribuída aos Indicadores:
AVALIAÇÃO DA DIMENSÃO COOPERAÇÃO E TROCA COM AS FAMÍLIAS E PARTICIPAÇÃO NA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL
O 7.1. Respeito e acolhimento
O 7.2. Garantia do direito das famílias de acompanhar as vivências e produções
das crianças
O 7.3. Participação da instituição na rede de proteção dos direitos das crianças
Explique a cor atribuída aos Indicadores:
ESTE TRABALHO FOI BASEADO NO LIVRO:
Indicadores da Qualidade na Educação Infantil / Ministério da
Educação/Secretaria da Educação Básica – Brasília: MEC/SEB, 2009. Páginas 22, 25, 26, 31-35.
quinta-feira, 1 de março de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Querer é uma coisa, precisar é outra
Por que a pressa em satisfazer os pedidos dos filhos? Encaramos seus desejos como se fossem necessidades Você já reparou, caro leitor, na confusão que temos feito entre dois conceitos que são tão diferentes, mas que estamos usando, principalmente na linguagem coloquial, como se fossem sinônimos?Eu me refiro aos verbos "querer" e "precisar". Vamos, então, retomar o significado dessas duas palavras, para começar.Precisar diz respeito a uma necessidade, a uma carência que exige satisfação. Por exemplo: temos fome e sede, por isso precisamos de líquido e de alimento para a satisfação dessas necessidades.E, como dá para perceber, a necessidade sempre tem um alvo certo. Quando nós temos sede precisamos de água e quando temos fome precisamos de comida."Bebida é água!/Comida é pasto!/Você tem sede de quê?/Você tem fome de quê?" são os versos iniciais de uma música interpretada pelos Titãs que trata dessa questão.E o querer? O querer diz respeito a uma intenção, a uma aspiração. O querer é algo que nos move, mas não é uma necessidade. Um querer pode encontrar satisfação em diversos alvos diferentes.A letra da música referida acima continua assim: "A gente não quer só comida/A gente quer comida/Diversão e arte"...Precisamos e queremos, portanto. Precisar é algo muito diferente de querer.É um problema tratar essas duas palavras de forma indiferenciada.Recentemente, vi uma jovem mulher conversar com sua amiga e manifestar que precisava urgentemente de um determinado aparelho celular. Ela tinha um em sua mão, moderno, mas o problema é que não era aquele a que ela fazia menção. Um querer é transformado em um precisar e, certamente, essa mulher iria tratá-lo como tal.O problema fica muito maior quando transferimos esse estilo de falar e de pensar para as crianças.Você pode observar: muitas -mas muitas mesmo- crianças já trocam o verbo querer pelo precisar.Crianças precisam de festa de aniversário em determinado local, precisam de um certo jogo de videogame, precisam de um tipo especial de comida etc. E muitos adultos tratam esses quereres realmente como necessidades.Não será também por isso que tantos pais fazem o maior sacrifício para dar algo ao filho ou até mesmo permitem algo a contragosto só porque ele declarou insistentemente que "precisa" daquilo?Diante dos desejos das crianças temos nos comportado, muitas vezes, como se elas estivessem manifestando necessidades reais.Afinal, por que ficamos tão afobados e tão apressados em satisfazer o que elas pedem? Qualquer querer pode não ser satisfeito sem problema algum.Quem quer pode esperar, pode trocar o objeto do querer para que se torne mais acessível e pode, inclusive, perceber que terá de abdicar desse querer.Já quem precisa... Quem precisa pode esperar por pouco tempo, não pode trocar o objeto da necessidade e tampouco pode abdicar dele.Claro que não podemos nos esquecer de que essa confusão é muito bem alimentada pelo consumismo. Mas será que é bom nos submetermos a isso de forma acrítica?Certamente não é bom. Podemos querer à vontade, inclusive o que o mercado de consumo nos sugere.A jovem mulher pode querer o aparelho de telefone que é a novidade do momento, a criança pode querer hambúrguer e batata frita bem na hora do jantar.Mas todos precisam saber com clareza que querer não é precisar. E querer, muitas vezes, também não é poder.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha) São Paulo, quinta-feira, 14 de fevereiro de 2012
FOLHA DE S. PAULO - EQUILÍBRIO
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